quarta-feira, 1 de julho de 2009

FEB - Força Expedicionária Brasileira

Sempre fui apaixonado por História, tanto que antes de pensar em seguir a carreira jurídica, pensei em fazer a faculdade de História, para, além de conhecer mais sobre momentos fascinantes da nossa história mundial, passar este conhecimento aos demais.

Infelizmente, não foi esse o rumo que tomei, então, sempre que posso, tento ler e aprender sobre esse assunto que tanto me apetece. As Guerras Mundiais.

Nesse bolo todo, uma delas me chamou mais atenção, a Segunda Grande Guerra, já tratei em outros dois post´s sobre alguma coisa referente ao assunto, se interessar, veja os links nos relacionados ao final do post.

A Segunda Guerra Mundial foi marcada de vários fatos "bacanas", históricamente falando, claro, lembrando que uma guerra não é boa pra ninguém, aliás, sinto extremo pesar em todas as baixas decorrentes desta enorme estupidez da humanidade. Enfim.

Mas, não posso deixar de admirar as histórias contadas pelos soldados, praças, oficias, correspondentes de guerra, fotógrafos, civis e demais participantes, direta ou indiretamente. Elas são ricas de emoção, mesmo em linhas gélidas e sem expressão de um texto na internet, podemos sentir a emoção da pessoa que escreveu.

Assim, queridos amigos, hoje vou falar deles, os Pracinhas, nossos homens e mulheres da Força Expedicionária Brasileira!

Em 1939, com o início da 2ª Guerra Mundial, o Brasil manteve-se neutro, numa continuação da política do Presidente Getúlio Vargas de não se definir por nenhuma das grandes potências, somente se aproveitando das vantagens oferecidas por elas.
Em vista da série de torpedeamentos de navios mercantes brasileiros, em nossa costa litorânea, o Brasil reconheceu o estado de beligerância com os países do eixo. Pensou-se então no envio à Europa de uma Força Expedicionária, como contribuição à causa dos aliados.

O primeiro semestre de 1944 foi de intensos preparativos e, a 2 de julho de 1944, teve início o transporte do 1º Escalão da Força Expedicionária Brasileira - FEB com destino à Nápoles. Em 22 de setembro de 1944, seguiram o 2º e 3º Escalão, em 23 de novembro de 1944, o 4º Escalão e finalmente, em 08 de fevereiro de 1945, o 5º Escalão, completando a 1ª D.I.E. (Divisão de Infantaria Expedicionária) constituida de 25.334 homens, sob o comando do General João Baptista Mascarenhas de Moraes.

Incorporada ao V Exército aliado, a FEB entrou em combate em 15 de setembro de 1944, participando de várias batalhas no Vale do Rio do Pó, na Itália. Destacaram-se: a Tomada de Monte Castelo, a conquista de Montese e a Batalha de Collecchio. Os brasileiros perderam durante a campanha, 467 elementos, além de 8 oficiais da Força Aérea Brasileira.

Em 6 de Junho de 1945, devido à vitória final na Europa com a capitulação total das tropas nazistas, o Ministério da Guerra do Brasil ordenou que as unidades da FEB se subordinassem ao comandante da Primeira Região Militar (1ª RM) sediada na cidade do Rio de Janeiro, o que, em última análise, significava a dissolução do contingente.


As cinzas dos corpos de nossos heróis mortos no conflito foram transladadas de Pistóia para o Brasil e, hoje, repousam no Monumento aos Mortos que foi erguido no Aterro do Flamengo, zona sul da cidade do Rio de Janeiro para materializar o heroísmo, a coragem e a bravura de nossos homens.


Uma história que eu gosto muito, é a do símbolo da cobra do início do post, dizem que quando o Brasil anunciou sua ida para a Guerra, muitos diziam que era mais fácil uma cobra fumar, do que o Brasil entrar na Guerra. Aí, para contrariar as más línguas, criaram esse símbolo da cobra fumando, para mostrar que sim, o Brasil entrou!

Para saber mais da história dos nossos Pracinhas, acesse o site oficial e fonte para parte deste post, da ANVFEB.

2 comentários:

Anny disse...

Meu pai gostava de contar histórias sobre a guerra. Na minha rua morava um ex-combatente. Bebia que dava dó. Diziam que tinha sofrido horrores na guerra. Então sempre tive uma impressão muito ruim da guerra. Diferente da sua foi de curiosidade. Mas estes são os encantos de conhecer pessoas com experiências difrentes sobre o mesmo assunto.
Mas por falar nisto seus textos fez uma parte de mim acordar hoje...

2 de julho de 2009 18:31
Caio Lausi disse...

Pois é Anny, também tenho impressões ruins em certos momentos, mas o interesse por conhecer a hitória real dessa passagem, é maior.

Certo textos não me caem bem, mas tento ler com toda a atenção, até porque, é um relato, quem escreveu sentiu aquilo na pele, e acho que pelo menos lendo e conhecendo, divido um pouco destas emoções com os que escreveram e com os que irão ler.

2 de julho de 2009 21:57

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